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Traje do Peão

Traje Peao

O gaúcho, originalmente chamado de vago ou gaudério, surgiu nas fronteiras da Argentina com o Uruguai e com o extremo sul do Brasil. Produto da miscigenação indígena com luso-brasileiros e espanhóis, vivia da criação de gado. Suas roupas eram funcionais, reflexos de uma origem nômade.
A população citadina acompanhava a moda européia, mas ao gaúcho tais variantes não faziam a menor diferença. Só importava que as roupas fossem confortáveis e funcionais. No final do século XIX, este peão resolve abandonar a vida nômade e se estabiliza no Rio Grande do Sul, acabando por enriquecer a sua indumentária.
A bombacha é o traje típico. De acordo com alguns historiadores, foi introduzida após 1860, substituindo o chiripá. A origem ou época do começo de sua utilização pelo gaúcho não é precisa. Para alguns estudiosos, foi trazida da Espanha pelos maragatos e tem origem mourisca ou berbere. Outros defendem que a bombacha seria cópia ou sobra de guerra dos uniformes usados pelas forças coloniais inglesas e francesas, introduzidas pelo comércio britânico no extremo meridional da América do Sul. Por fim, a última tese é de que a bombacha veio com os habitantes da Ilha da Madeira.
Alpargatas - São sapatos feito com lona e solado de corda, sem salto, tipo chileno. Este calçado começou a ser comercializado na Argentina, na década de 70 do século passado, por um espanhol basco. As alpargatas eram utilizadas no trabalho rural, nos veraneios e nas casas, como substituto dos chinelos. Hoje são usadas para qualquer ocasião pelos tradicionalistas e pela população urbana em geral.

Barbicacho - Termo usado em Portugal e na Espanha, é um cordão ou tira de couro passada por baixo do queixo. Suas extremidades superiores são presas, lateralmente, na parte interna da carneira do chapéu, para evitar que este caia na cabeça com o vento ou com movimentos do trabalho do gaúcho.
Bichará - De origem indígena, é um poncho retangular, confeccionado com lã bruta, em tear artesanal.
Blusão campeiro - É um tipo de jaqueta usada para complementar a bombacha. Este blusão não é usado com colete ou com pulôver. Quem mais o utiliza é o gaúcho que mora na fronteira.
Boina - De origem basca, a boina foi assimilada pelo campesino fronteirista através dos gaúchos uruguaios e argentinos.
Botas - São dos mais variados tipos, compõe-se de cano mole, longo ou médio. Os domadores costumam utilizar uma bota de meio pé, sem o bico, para manter os dedos de forra, com a finalidade de melhor se firmarem nos estribos das montarias. Camisa - Geralmente é de riscado ou branca. Mas igualmente, pode ser de outras cores, sendo o preto um sinal de luto. Não existe, para o gaúcho atual, um tipo característico de camisa. Capa gaúcha - De tecido grosso, tem uma abertura frontal e fendas por onde passam os braços. Tipo de capa usada pelos militares e adotada, a partir de 1914, pelos campeiros do sul, quando uma fábrica começou a produzi-las, na cidade de Rio Grande.
Casaco - O casaco citadino também é adotado pelo homem do campo para festas, viagens, igreja. Pode ser usado com ou sem o colete.
Chapéu - Na zona rural, são usados chapéus de lona cotonina, com abas pespontadas e debruadas com fitas de couro. Mas o chapéu que caracteriza o gaúcho é o de feltro, que apresenta variantes características em cada região. Os principais modelos são:
· Tipo fronteira: de copa baixa arredondada e achatada, com aba estreita, virada para cima.
· Tipo tropeiro: aba larga e reta ou com a parte da frente virada para baixo. A copa é alta, formando quatro gomos, como "escoteiro".
· Tipo vacariano: semelhante ao chapéu cowboy. Possui ou não debruns nas abas que são dobradas lateralmente para cima e afuniladas para a frente.
· Tipo missioneiro: aba larga, com a parte da frente "quebrada". A copa é baixa, redonda e achatada, com vinco.

Colete - O uso é eventual.
Esporas - Peças de metal, adaptadas nas botas, servindo para acicatar a montaria. Compõe-se de roseta, papagaio, garfo e correia. No Rio Grande do Sul, basicamente, existem dois tipos de roseta, cujos tamanhos variam de acordo com o gosto de cada um. A espora nazarena: toda a roseta é feita de cinco ou seis pinos agudos (assemelhando-se aos espinhos da coroa de Cristo, daí o nome de Nazarena). A espora chilena tem o formato de serrilha circular, de vários tamanhos, cujo modelo lembra, vagamente, as sonantes esporas dos "huasos" chilenos (vaqueiro que se assemelha em algumas técnicas de trabalho com os gaúchos das três pátrias; é chamado de maturango pelos argentinos), são de formato côncavo e redondo.
Faixa - Colocada ao redor da cintura, serve para cingir os rins tanto nos trabalhos campeiros como em trajes festivos. Feita com tecido de lã ou algodão, mede 2,80m por 0,18cm de largura. Normalmente tem as cores preta, vermelha ou azul marinho, mas também há algumas multicores, feitas no norte da Argentina ou no Paraguai.

 

 

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